28/05/2012
Imagem: ISTOÉ (editada)
A revista ISTOÉ dessa semana traz uma matéria muito interessante, e que com certeza irá atrair a atenção dos apaixonados pelo mundo literário.

Você já se perguntou o que influencia uma editora a comprar os direitos autorais de um livro? Será que basta escolher algo que já é sucesso lá fora? Não. Muitas vezes eles arriscam com livros que não foram testados no mercado internacional, e aí está o desafio. É um prazer para os editores ver que uma publicação cujos direitos autorais foram adquiridos por um valor baixo ultrapassou as expectativas de vendas.

Marcos Diego Nogueira, autor da reportagem, entrevistou alguns editores. Eles revelaram que um tema que já é sucesso no país é um fator importante na hora de adquirir novos títulos. Se um tema já vende bem, é mais seguro trazer novos livros que tratem do mesmo tema. Outra fórmula curiosa, mas bastante evidente é a "leia o livro, assista ao filme." É com essa fórmula que Nicholas Sparks vendeu e vende MUITO no Brasil. Mas os editores precisam ter cuidado. Mariana Zahar, da editora Zahar, revelou: “Apostamos nas memórias de uma ativista da África. A promessa era a de que elas seriam escritas por uma jornalista da 'Vanity Fair' e teriam os direitos para filme vendidos para Julia Roberts. Até hoje o livro não aconteceu, e muito menos o filme." Falando nisso... Cadê o filme de Pequena Abelha que seria estrelado por Nicole Kidman?


O contato direto entre editores e agentes proporcionam novas descobertas, e muitos deles também trabalham com os chamados "scouts", olheiros que atuam nos mercados internacionais e dão dicas sobre o que está fazendo sucesso. Ainda assim, nem tudo que é sucesso lá fora é sucesso por aqui. "'O que deu certo nos EUA e no México tem mais chances de repetir o êxito aqui. Por outro lado, livros que venderam 100 mil exemplares na França ou na Itália muitas vezes não chegam a 20 mil no Brasil', diz Soraia, que atribui essa disparidade às diferenças culturais."

O que você acha desses critérios? Eu creio que são válidos, e que as editoras muitas vezes precisam da garantia de êxito. Mas hoje em dia, em meio a toda globalização, é complicado definir um gosto do público leitor. Não é? Talvez um livro que não agradaria a maioria de leitores brasileiros só devesse ser publicado em menor escala. Há muito brasileiro por aí que se encantaria, talvez, por um livro de extremas "diferenças culturais." Assim como uma linda capa, um grande número de exemplares vendidos nem sempre define um bom livro. Vale a pena arriscar em títulos que não foram publicados por aqui, e desfrutar de algo que ainda não está ao alcance do mercado nacional, e talvez nunca esteja. Afinal, um bom leitor não vive de best-sellers.
Clique aqui para ler a reportagem completa.

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